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Não à violência
Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010 Enviar por e-mail Versão para Impressão acessos
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O que deveria ser diversão virou tragédia na noite de domingo (21): uma pessoa morta e 16 feridas – três delas à bala numa briga entre torcedores ocorrida em Jundiaí. No dia seguinte, o que deveria ser comemoração pelo ingresso no ainda restrito mundo universitário virou sofrimento para sete calouros da Unifeb, em Barretos, queimados por veteranos com creolina (veja fotos).

Duas semanas antes, um jovem de 18 anos ficou em coma após ser submetido a oito horas de torturas físicas e psicológicas, incluindo a ingestão de etanol, em Fernandópolis (eis a entrevista). No início do mês, vítima de ferimentos graves reconheceu três estudantes de Medicina como agentes da agressão motivada por racismo, em Ribeirão Preto. Pouco tempo antes, dois rapazes atearam fogo num morador de rua em Mogi das Cruzes. É apenas uma amostra das barbáries que se desenrolaram em menos de 30 dias no Estado de São Paulo. São crimes com requintes de crueldade que extrapolam a capacidade de entendimento de qualquer mente sã.
O quê, afinal, leva jovens – teoricamente, saudáveis, e com uma vida inteira pela frente – a tal sadismo? Nenhuma obsessão por time de futebol abona a guerra de torcidas. Nada há que explique o trote físico nas universidades. E menos ainda que repugnantes preconceitos e discriminações de toda ordem encontrem guarida na sociedade contemporânea.

Os episódios que se repetem na contramão da evolução social vão além. Pior, de tão corriqueiros, nem são registrados, haja vista o que acontece diariamente no Rio de Janeiro e em outras localidades. São brigas aos montes, rachas, vandalismo, jovens e adolescentes embriagados e drogados. Vê-se de tudo, especialmente quando anoitece. A proibição legal da venda de bebidas alcoólicas a menores e o cumprimento da Lei Seca contrastam com a precariedade da fiscalização. Ainda que o comércio estabelecido obedeça a legislação, restam os informais. Vende-se cachaça até em carrinho de cachorro-quente.

As autoridades constituídas – no exercício das atribuições que lhes cabem – têm de identificar e punir os delinquentes. O Poder Público, resguardadas as esferas de competência, precisa fiscalizar melhor, policiar mais, educar com maior competência e proporcionar opções gratuitas de lazer. Também cabe às instituições da sociedade civil organizada trabalhar com firmeza para coibir descalabros como trotes nas universidades, guerras de torcidas e atitudes discriminatórias.

Mas não basta. A população, em coro, tem de repudiar esses atos repulsivos. Isto significa agir dentro de casa. Omissão vira cumplicidade. E não se pode admitir a disseminação de comportamentos típicos da era medieval. Afinal, a maior parte dos infratores tem 20 e poucos anos. Falo de questões morais; dos conceitos de certo e de errado. E também da necessária religiosidade. As pessoas precisam se aproximar mais de Deus. Liberdade é vital; diversão idem. O objetivo não é transformar o filho em alvo de perseguições. Mas sim, ajudar a brecar a violência.

Por isto, insisto que a reversão do quadro depende de frentes simultâneas de ação: fim da sensação de impunidade com aplicação rigorosa das penalidades, associada a políticas eficazes de recuperação dos infratores, medidas preventivas baseadas no reforço da fiscalização e do policiamento, na melhor qualidade da educação valorizando a formação do cidadão, na multiplicação das opções de lazer e cultura – acessíveis a todos – e na revitalização das relações familiares. Este último item demanda mecanismos do Poder Público para, em parceria com organizações da sociedade civil, oferecer ajuda especializada – e gratuita – às famílias que tenham dificuldade com ajustes de comportamento. Elas, por sua vez, precisarão ter humildade e bom senso para buscar e aceitar amparo.

Essa conjugação de esforços é o único meio de enfrentar o problema de modo eficiente. Vale lembrar que a mera repressão tem efeito passageiro e, em geral, causa reflexos piores que o mal que almeja combater. O medo opera como empecilho temporário porque é da natureza humana desafiar aquilo que teme. Já a consciência muda a atitude. E é isto que buscamos.
Junji Abe é líder rural, deputado federal pelo PSD-SP e ex-prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)
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